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História oral - Descrição e Linhas orientadoras

 

  • Este Projecto visa a realização de um conjunto planificado de entrevistas ou de depoimentos orais recolhidos com vista a complementar os arquivos existentes, a suprir eventuais lacunas, ou mesmo a produzir informação inédita, de acordo com os objectivos de recolha, preservação e divulgação de um património documental único que faz do Centro de Documentação 25 de Abril um dos maiores arquivos públicos sobre a história portuguesa recente.

 

  • A História Oral, como método de investigação e criação de fontes históricas com base no testemunho do entrevistado sobre factos de que tenha tido uma experiência directa, vem tendo uma importância crescente em todo o mundo, vencendo resistências e preconceitos da historiografia tradicional. A História Oral é uma forma de fazer História através de documentação específica: histórias de vida e histórias temáticas.

 

  • Na própria produção dessa História há já uma reflexão histórica, feita a partir da colaboração das subjectividades do entrevistador e do entrevistado. Aceitar a subjectividade não nos dispensa dos procedimentos inerentes ao trabalho do historiador, ou mesmo do intelectual de uma forma geral: busca do rigor, maior aproximação à verdade dos factos analisados.

 

  • Estes procedimentos metodológicos situam a História Oral entre a autobiografia e a entrevista jornalística e sociológica. Exigem um trabalho prévio por parte do historiador, tanto em relação ao conhecimento dos temas tratados, através de todas as fontes disponíveis, como em relação à escolha dos informantes adequados e dos aspectos que importa abordar, com vista à produção de documentos que se completem entre si, em função de vivências diferentes e pontos de vista também diferentes.

 

  • O historiador desempenha, pois, um papel activo, não porque condicione as respostas, intervenha com as suas opiniões pessoais, ou limite o fluxo das recordações do informante. Mas sim porque o ouve de uma forma crítica, atenta ao dito e ao não dito, às lacunas e contradicões do relato. Dá tempo e espaço para que o informante estruture o seu discurso, mas também pergunta, pede esclarecimentos, conduz a conversa sem dirigismo mas com segurança, num estímulo constante para que a memória progrida, em paralelo com a reflexão sobre o seu conteúdo.

 

  • Em História Oral a relação entrevistador/entrevistado assume, tanto no aspecto metodológico, como ético, características especiais. É uma relação de participação muito íntima. Por isso se designa por colaborador ( e não depoente, informante ou actor) a personalidade que aceita dar o seu testemunho. Esta relação vai muito para lá da duração temporal da entrevista. Começa na preparação do respectivo roteiro ou guião, e vai até à sua eventual publicação. A componente ética dessa relação traduzida no ambiente de respeito, cordialidade e colaboração num projecto comum, obriga-nos a condicionar sempre à vontade dos entrevistado, quer a visualização pública da entrevista, quer a sua publicação em livro.
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