• Sugestões de Melhoria e Reclamações

    Na Universidade de Coimbra, a sua opinião conta.

    Por isso criámos o Sistema Integrado de Melhorias: um canal aberto para a apresentação de sugestões de melhoria ou reclamações, possibilitando assim que o possamos servir cada vez melhor.

    Para manifestar a sua opinião específica sobre a página web UC.PT, clique aqui.

    Obrigada.
    Universidade de Coimbra

    Imagem de teste reCAPTCHA
    Captcha incorrecto.
    Escreva as palavras acima: Escreva os números que ouve:

COBAR - História 1

História (1/3)
Barcouço é uma aldeia do concelho da Mealhada, distrito de Aveiro. A sede de freguesia conta actualmente com cerca de 2154 habitantes. Esta pequena aldeia de origens romanas encontrou na agricultura a solução para muitos dos seus problemas. Actualmente não é da chamada “bastarda” agricultura que sobrevive, embora tenha sido esta que deu origem à Cobar, o tema deste trabalho.
Corria o ano de 1974 e entre as mais ricas regiões agrícolas do país destacava-se o Vale do Mondego.
“A voracidade neocapitalista do Partido Comunista aguçou-se perante presa tão apetecível”. O partido necessitava de se implantar na região centro, onde era constantemente repelido como “corpo estranho”. Não tinha porem à disposição elementos que enquadrassem um movimento subversivo”.-de “O DIA” de 17 Fevereiro de 1978.
O P.C. com os técnicos agrários e engenheiros, implantam-se no Vale do Mondego por ordens de Lopes Cardoso. No entanto e anteriormente a estes acontecimentos o P.C. determinara que a U.D.P. sondasse a região e procurasse um local estratégico para montar uma base. Após vistorias feitas, decidiram que o lugar que apresentava melhores condições era Barcouço (de notar a coincidência deste nome com a aldeia de Couço, situada no Ribatejo, de onde partiram diversos assaltos à agricultura).
O local era ideal, perto de Coimbra, mas pertencente ao distrito de Aveiro, e portanto longe da sede de distrito e perto do núcleo comunista estudantil, que a Barcouço poderia afluir facilmente para manipular, amedrontar e escravizar a população sem se preocupar com a intervenção das autoridades do distrito de Coimbra e nas costas das autoridades do distrito de Aveiro.
Quando o P.C./U.D.P. pretendeu transformar Barcouço num centro de irradiação da sua doutrina, as pessoas dividiram-se, os ódios estalaram e a felicidade e harmonia desapareceram. No entanto eram os agricultores que mais sofriam com todas estas desordens, que traziam cada vez mais instabilidade ás suas vidas de condição precária.
Em 1975, eram realizadas reuniões na Casa da Junta de Freguesia sobre o tema COOPERATIVISMO, apelando à organização dos agricultores para lutarem pelos seus direitos, salientando que uma das formas de conseguirem ter sucesso era em “cooperativas”.

A agricultura de pequena propriedade não dava lucro (as máquinas agrícolas eram poucas e muito dispendiosas, havia falta de adubos e fertilizantes) e numa terra onde o vinho era a principal fonte de receita, os agricultores viam a sua situação cada vez mais complicada, uma vez que até esta teria que ser transportada para a Cooperativa de Souselas, a mais próxima.

TUDO COMEÇOU COM A RESINA
 
Havia muito pinhal, que dava rendimento igual ou maior do que a vinha e que não dava despesas. Roçando o mato, este era usado como adubo para terras e cama para os animais; obtinha-se a resina, que era outra fonte de rendimento. Não necessitava de grandes cuidados.
Como já foi referido, a resina constituía uma boa fonte de receita e foi ela que deu origem à ideia de constituir uma cooperativa.

Em 1975 fazem-se várias reuniões, sendo a principal feita no Salão da Filarmónica de Barcouço, onde afluem todos os agricultores proprietários dos pinhais da freguesia.
Chegou-se a uma conclusão: ninguém venderia a resina pelo preço que os resineiros (os intermediários que obtinham a maior margem de lucro) pretendiam pagar, mas sim pelo preço justo, que uma comissão ali constituída, apresentasse e negociasse em benefício dos agricultores.
A luta pelo melhor preço da resina mobilizou a atenção e os esforços dos agricultores, que depois de discutirem os vários problemas em conjunto decidiram que a comissão criada iria também trabalhar na formação de uma cooperativa. Ninguém sabia muito bem o que a palavra significava, mas desde que servisse o povo era o que interessava.

A Comissão Pró-Cooperativa foi eleita e começou a reunir todas as semanas. Esta Comissão reunia nas aldeias vizinhas para esclarecimento dos agricultores e criava Comissões em cada uma delas. Elaborou-se um jornal, chamado “CAMPONESES EM LUTA” e distribuíam-se folhetos informativos acerca de todas estas actividades. As pessoas começavam a aderir à ideia de uma cooperativa.
O lema “UNIDOS E ORGANIZADOS, VENCEREMOS” toma porpuções de tal ordem que das reuniões feitas ficou definido que excepto vinhas e quintais que ficariam para a sobrevivência dos agricultores, todos os outros terrenos que estavam por cultivar seriam entregues à Cooperativa para esta os trabalhar.

Seguinte

Topo da página
Centro de Documentação 25 de Abril © 2017
Suporte: ucd25a@ci.uc.pt ; Sugestões: Formulário
www.cd25a.uc.pt
Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional