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O Pulsar da Revolução.Janeiro 1974

1 de Janeiro
•As autoridades militares ordenam a transferência do Capitão Alberto Ferreira da direcção de milicianos, da Academia Militar para Estremoz. É a primeira acção do Governo contra a comissão de ex-milicianos.
 

6 de Janeiro
•Reunião de parte da Comissão Coordenadora do Exército em casa de Vasco Lourenço. Analisa a situação decorrente da tentativa de golpe de Kaúlza de Arriaga. Sousa e Castro e Bação de Lemos esclarecem as suas ligações com Frade Júnior e a sua intervenção na desmontagem da " Kaulzada".
 

7 de Janeiro 
•Reunião da Direcção da Comissão Coordenadora em casa de Vítor Alves. Decide-se devolver os pedidos de demissão aos respectivos signatários (cf. 6 de Outubro de 1973).
 

8 de  Janeiro 
•Uma "comissão provisória" da Força Aérea, constituída por Costa Neves, Palma e Vítor Sousa reúne com a subcomissão de ligação do Movimento. Embora a reunião revestisse um carácter informativo, constituiu o primeiro passo  para a entrada da Força Aérea  no Movimento.
 

10 de Janeiro
•Reunião da subcomissão de ligação que definiu o seguinte sistema de ligações:
1 - Os elementos da Comissão Coordenadora  Otelo Saraiva de Carvalho, Vítor Alves, Vasco Lourenço e Sousa e Castro poderão expedir comunicações através do sistema de ligação.
2 - Os elementos da subcomissão são encarregados das ligações a todas as unidades da respectiva Arma ou Serviço, bem como a todos os camaradas colocados em unidades mistas ou Estabelecimentos. Para isso foi distribuída uma relação monográfica de todos os oficiais e das respectivas colocações, a qual foi obtida por Pita Alves, então dos Serviços Mecanográficos do Exército. 
3 - A ligação ao exterior deveria incluir, para além da Guiné, Angola e Moçambique, também os Açores e Madeira, bem como S. Tomé, Cabo Verde, Macau e Timor. Ficam encarregados dessa tarefa Hugo dos Santos e Morais e Silva.
4 - O Secretariado assume a tarefa de executar permanentemente a ligação entre a Direcção e os restantes membros da Comissão Coordenadora.
5 - A Arma de Engenharia fica encarregada de enviar informações gravadas para camaradas da sua Arma, em Angola, Guiné e Moçambique.
 

12 de Janeiro 
•Reunião de parte da Comissão Coordenadora em casa do Major Fernandes da Mota. Estuda o funcionamento das várias subcomissões.
É considerada prematura e utópica uma ligação com o General Costa Gomes.
Define-se a necessidade de um documento-base, a discutir por todos os ramos, sendo dado um prazo de duas semanas ao Secretariado para apresentação de um projecto a difundir por todos os oficiais.
Decide-se  não falar nunca em nome da Comissão, mas sempre em nome do Movimento.
Decide-se, finalmente, fazer distribuir a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
 

14 de Janeiro 
•Tomada de posse de António de Spínola como Vice-Chefe do EMGFA, após ter sido indicado sucessivamente para Comandante da Academia Militar, Inspector Geral do Exército, Inspector Geral das Forças Armadas e Comandante da Segurança Interna.
•Marcelo Caetano recebe António de Spínola que o informa da publicação próxima de um livro seu sobre a questão ultramarina.  
•Graves acontecimentos em Moçambique: assalto a uma fazenda de brancos e forte reacção dos fazendeiros e agricultores de Vila Pery na zona da Beira. As manifestações da população prolongam-se por vários dias, atingindo a sua maior gravidade na noite de 17 para 18 de Janeiro, com insultos às Forças Armadas perante a passividade das forças policiais e a inoperância das autoridades civis e militares.
 

15 de Janeiro
•António de Spínola entrega a Costa Gomes uma fotocópia do original do livro que tencionava publicar. Informa-o ainda do encontro tido com Marcelo Caetano.
 

16 de Janeiro 
•Partida de Costa Gomes para Moçambique, a fim de se inteirar das graves confrontações entre a população branca da cidade da Beira e o Exército.
 

20 de Janeiro
•António de Spínola recebe uma delegação de oficiais do Quadro Permanente oriundos de milicianos, composta por Alberto Ferreira, Andrade Moura, Pais de Faria e Armando Ramos. Assiste também António Ramos, ajudante de campo de António de Spínola. Ao mesmo tempo que solicitam a António de Spínola que defenda a sua causa junto do Governo, fazem-lhe entrega de um documento assinado por cerca de duas centenas de oficiais  que o mandatava para tratar dos seus problemas profissionais. António de Spínola sugere-lhes que tentem um entendimento com os oficiais oriundos de cadetes.
 

21 de Janeiro
•O Movimento dos Capitães de Moçambique envia para Lisboa um telegrama em que descreve os acontecimentos da Beira, exortando o Movimento a manifestar-se e a declinar as responsabilidades pela situação que ameaça prolongar-se " em desprestígio das Forças Armadas".
•Encontro de António de Spínola com Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço, em que estes o informam dos acontecimentos de Moçambique e da indignação que suscitaram em muitos oficiais. Revelam-lhe também a intenção de difundir uma circular sobre o caso. António de Spínola adverte-os sem no entanto, se opor.
 

23 de Janeiro 
•O Movimento dos Capitães de Moçambique apresenta ao Comandante Chefe uma exposição denunciando o que se passava e pedindo medidas para que as Forças Armadas «não fossem enxovalhadas», enjeitando a possibilidade de «bode expiatório» e declinando responsabilidades na situação criada.
• Publicada em Lisboa a circular nº 1/74 do Movimento, relacionada com os acontecimentos da Beira e na sequência de telegrama recebido de Moçambique. Nela, se prometia que, em articulação com os camaradas de Moçambique, se iria contactar o mais elevado escalão militar.
 

24 de Janeiro
•Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço contactam António de Spínola de quem obtêm apoio para a divulgação da circular nº 1/74. Esta circular viria a ser citada na BBC, no jornal Le Monde e na Rádio Portugal Livre (Argel).
 

26 de Janeiro 
•Reunião alargada da Comissão Coordenadora em casa de Vasco Lourenço. Foi aprovado na generalidade um texto elaborado por José Maria Azevedo, que serviria de introdução a um documento programático a ser aprovado  numa reunião conjunta de oficiais do Movimento dos três ramos das Forças Armadas.
 

29 de Janeiro 
•Reunião  da Direcção da Comissão Coordenadora em casa de Hugo dos Santos. É discutida a situação em Moçambique. Após leitura e análise de toda a documentação enviada de Moçambique, a direcção do Movimento decide manifestar total solidariedade com qualquer atitude levada a cabo pelos seus camaradas em serviço nessa colónia.
•Discutido ainda um problema de segurança no Regimento de Lanceiros 1 em Elvas, onde Gastão e Silva, encarregado pelo Movimento de elaborar o estudo da situação da unidade, parecia ter sido descoberto.
 

31 de Janeiro
•Pelo Despacho nº1/74 o Ministro do Ultramar é autorizado a celebrar em representação da Província de Timor, um contrato de concessão da exploração de petróleo com a sociedade anónima portuguesa de responsabilidade limitada que a Oceanic Exploration Company vier a constituir.
•Um grupo de elementos da oposição democrática de Coimbra divulga um comunicado em que exige a realização de um recenseamento eleitoral democrático.
•No seguimento da luta estudantil que se vinha agudizando nos últimos meses são presos no Instituto Superior Técnico 30 estudantes.
•Um surto de greves que se prolongará por Fevereiro e Março envolve milhares de trabalhadores dos sectores Têxtil, Metalomecânica, Indústria Química e Seguros, em todo o país.
•Em Angola a UNITA retoma as hostilidades contra as Forças Armadas Portuguesas, após um interregno de dois anos na sequência de um acordo celebrado em 1972.

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