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Novidades - Biblioteca e Mediateca

- A Revolução dos Cravos e a criação da II República. Lisboa, ed. A, 2022

- Entrevista a Pedro Pezarat Correia  por Margarida Marques (Deputada europeia pelo PS)

- Abril a quatro mãos: Grândolas / Bernardo Sasseti e Mário Laginha


Ficou hoje disponível online uma obra acabada de surgir e que será fundamental para o estudo crítico da história política institucional do Portugal dos anos pós 25 de Abril.

Foi elaborada pelos Coronéis Pinto Soares e Pereira Pinto, pelo Capitão de Mar e Guerra Almada Contreiras, pelo General Garcia dos Santos e pelo Tenente General Franco Charais, todos  ex-conselheiros do Conselho de Estado, do Conselho dos 20 ou do Conselho da Revolução

Doação: Ana Luísa Amaral

1 – INTRODUÇÃO
Aproximando-se a data em que o país irá comemorar o cinquentenário da Revolução dos Cravos, militares que cumpriram missões nos seus órgãos de comando e direcção propuseram-se recordar a forma como o Conselho de Estado (CE), o Conselho dos 20 e o Conselho da Revolução (CR) cumpriram a sua missão e colocar à disposição do povo português um documento síntese dos acontecimentos que condicionaram as decisões daqueles órgãos de soberania.
Ao longo do período de tempo que medeia os acontecimentos de Abril, os militares conselheiros de Estado e da Revolução deram entrevistas à comunicação, escreveram livros, defenderam teses universitárias que, aparentemente, parecerão colidir com o descrito neste documento. Naturalmente, da forma como cada um viveu e interpretou o decorrer da Revolução dos cravos. Todas as suas opiniões, felizmente divergentes, permitiram aos órgãos de soberania discutir, democraticamente, todas as situações que tiveram de enfrentar e decidir, decisões que sempre respeitaram a opinião da maioria dos intervenientes e criteriosamente transformadas em leis ou decretos-lei constitucionais.
A revolução, iniciada em 25 de Abril de 1974, atravessou várias fases, uma de preparação, outra que se iniciou com a apresentação do Programa do Movimento das Forças Armadas (MFA) e a sua implantação em lei constitucional, uma outra caracterizada pela implantação dos órgãos constitucionais e, finalmente, a descrição da forma como aqueles órgãos atingiram os objectivos constantes do Programa do MFA.
Os autores do presente documento, cientes da importância que teve a Revolução dos Cravos para o país e para o mundo, resolveram iniciar o presente documento recordando as insuspeitas palavras do embaixador dos EUA no nosso país, Frank Carlucci, quando, em 1977, teve que prestar contas, perante o Congresso do seu país, sobre a forma como cumpriu a directiva que recebeu do seu Secretário de Estado dos EUA para o desempenho das missões na embaixada dos EUA em Lisboa:
“...tem sido uma experiência muito inspiradora observar um país a emergir de 50 anos de ditadura, separar-se de um dos mais vastos impérios coloniais do mundo e recuperar, através da vontade do povo e sublinho isto porque, em retrospectiva, foram claramente as eleições livres o ponto de viragem na situação portuguesa, para ver instituições democráticas estabelecidas e os militares regressarem voluntariamente aos quartéis e para as suas missões profissionais. Sublinho que isto foi feito num período de dois anos sem qualquer derramamento significativo de sangue. Parece-me que é um caso único na história do mundo.”
Palavras reconfortantes, para os “homens sem sono”, que nunca as ouviram dos principais responsáveis políticos do seu país. Palavras proferidas por um diplomata americano, especialista em paralisar e eliminar revoluções na América do Sul e que foi colocado em Portugal com a missão expressa de aplicar a mesma receita à revolução portuguesa. Homens sem sono que se orgulham de ter contrariado aquela missão e, principalmente, da sua contribuição para que as Forças Armadas e os Governos Provisórios de Portugal tivessem alcançado o mais elevado prestígio, entre a população nacional e mundial.

O presente documento, reunindo as recordações dos militares ainda vivos que, em representação do Movimento dos Capitães, prestaram serviço no Conselho de Estado e no Conselho da Revolução, tem por finalidade:
- Prestar um testemunho “vivo” para que:

1 - A comissão nomeada pela Assembleia para a preparação das comemorações dos 50 anos da Revolução iniciada em 25 de Abril de 1974, possa dispor de mais um elemento de estudo;


2 - Partidos, seus comentadores políticos e, principalmente, as suas Juventudes partidárias melhor conheçam os jovens militares e civis que se embrenharam na luta comum por um país novo;


3 - Historiadores e personalidades, nacionais e estrangeiras, pais, professores e outros educadores da juventude portuguesa, que se interessam pelo estudo da revolução portuguesa, disponham de um resumido exemplar de estudo que poderá ser completado ou esclarecido por livros, palestras, teses universitárias, etc. anteriormente publicados;


4 - Jornalistas e outros profissionais da comunicação social que, cada vez mais pressionados pela corrente de acontecimentos que têm de enfrentar, disponham de um rápido elemento de consulta sobre a Revolução dos Capitães.

Pode ser lido em:

http://www.cd25a.uc.pt/media/pdf/Biblioteca%20digital/NReg%20EB0103_net.pdf

 

Também o arquivo vídeo ficou mais rico:

Entrevista a Pedro Pezarat Correia  por Margarida Marques

Abril a quatro mãos [Registo áudio]: Grândolas / Bernardo Sasseti; Mário Laginha . - [S.l : World Music Records, 2014]

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